X – CONSOLANDO
O
PRINCIPEZINHO
Já a noite adormecia,
Larguei minhas ferramentas
Ao ver o Principezinho
Entre nuvens turbulentas.
Tomei-o firme nos braços,
Fiz cafuné na cabeça,
Consolei-o, por instantes...
Mas nada que o adormeça!
Não sabia o que dizer-lhe,
Sentia-me envergonhado...
Das coisas sérias da vida
Estava desenganado.
Uma voz me iluminou:
- A florinha que mais amas
Não corre perigo algum...
Relaxa. Vê se te acalmas:
Li que os próprios baobás
Demoram muito a crescer;
Os carneiros andam longe
E ela sabe se esconder.
Vou fazer muitas mordaças,
Pô-las em cada carneiro;
Vou refazer toda a cerca
E pôr a flor bem no meio.
- De cada olho do Príncipe
Brilhou um forte clarão...
Por entre milhões de lágrimas,
Um sorriso... e a gratidão!
E ali, no país das lágrimas,
Eu me senti pequenino:
Cada lágrima, um mistério,
No rosto deste menino!

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