XIII – REVOLVENDO
VULCÕES
A flor estava
demais...
Era tamanha exigência
Que o jovem
Principezinho
Já perdia a
paciência.
Numa migração de
pássaros
Pensou até em
fugir...
Fez faxina no planeta
E arrumou-se pra
partir.
E na manhã da viagem
Revolveu os três
vulcões;
Deixou o planeta em
ordem,
Sem perigo de
erupções.
Dois vulcões vivem
ativos
O que é tido como um
dom:
Esquentam cama e
comida...
E o tempo fazem-no
bom.
O terceiro está
extinto...
Mas, como nunca se
sabe
O que dali pode vir,
Está trancado à chave.
Os vulcões, bem
revolvidos,
Não são muito
perigosos,
Mas quando extintos
estão
Podem acordar
raivosos.
Por isso, o Pequeno
Príncipe
Guiado por seu
instinto.
E usando de precaução
Revolve também o
extinto.
Na erupção dos
vulcões,
Tal faíscas na lareira,
Saltam alto, queimam
tudo
Que estiver à sua
beira.
Homens que vivem na terra,
Nem podem imaginar
Como é preciso ser
forte
Para os vulcões
dominar.
Estarão sempre ocupados
Co’as coisas
sérias da vida,
Esquecem que
há vulcões...
Adeus, ó vida perdida!

Nenhum comentário:
Postar um comentário