sábado, 3 de maio de 2014

Revolvendo Vulcões




XIII – REVOLVENDO

VULCÕES

 
 
A flor estava demais...
Era tamanha exigência
Que o jovem Principezinho
Já perdia a paciência.
 
Numa migração de pássaros
Pensou até em fugir...
Fez faxina no planeta
E arrumou-se pra partir.
 
E na manhã da viagem
Revolveu os três vulcões;
Deixou o planeta em ordem,
Sem perigo de erupções.
 
Dois vulcões vivem ativos
O que é tido como um dom:
Esquentam cama e comida...
E o tempo fazem-no bom.
 
O terceiro está extinto...
Mas, como nunca se sabe
O que dali pode vir,
Está trancado à chave.
 
Os vulcões, bem revolvidos,
Não são muito perigosos,
Mas quando extintos estão
Podem acordar raivosos.
 
Por isso, o Pequeno Príncipe
Guiado por seu instinto.
E usando de precaução
Revolve também o extinto.
 
Na erupção dos vulcões,
 Tal faíscas na lareira,
Saltam alto, queimam tudo
Que estiver à sua beira.
 
Homens que vivem na terra,
Nem podem imaginar
Como é preciso ser forte
Para os vulcões dominar.
 
Estarão sempre ocupados
Co’as coisas sérias da vida,
Esquecem que há vulcões...
Adeus, ó vida perdida!
 

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