XII – O PRÍNCIPE
E A
SUA FLOR
Já no
coração do Príncipe
Batia forte
paixão...
E pegando um
regador
Banhou-a com
emoção.
Refletindo
logo após:
-Os tigres não comem erva,
Nem os há no meu planeta!
“Por que tanto ela se enerva?
A flor,
lendo o pensamento,
Cortou-lhe a
meditação:
- Para sempre eu quero ser
Dona do teu coração!
Se queres cuidar de mim,
Fica sabendo que eu sinto
Pavor das correntes de ar...
Faz parte do meu instinto.
Não tenho medo de tigres,
Mas pavor de resfriado;
Preciso dum catavento
O dia todo a meu lado.
E à noitinha, ao deitar,
Põe-me dentro da redoma,
Para não sentir o frio...
E conservar meu aroma.
Então, o
Principezinho,
Apesar de
todo o amor,
Botou as mãos
na cabeça:
- Quão complicada uma flor!
Mas o remorso
voltou,
Após uns dias
sem vê-la:
- Devia aceitá-la assim ...
Era só compreendê-la.
Era ela o meu perfume,
A razão de meu viver
Mesmo que contraditória,
Era o seu jeito de ser.
Preciso amadurecer
Pra saber amar alguém...
Amor não é querer tudo
É saber dar-se também.

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