XIV – DESPEDINDO-SE
DA SUA FLOR
Não parou o jovem
Príncipe,
Depois dos vulcões
limpar;
Pegou a foice e
machado
Disposto a continuar.
Foi a vez dos baobás
Entrarem no
esquecimento...
Não ficou em pé
nenhum,
Nem o último rebento!
Fê-lo com certa
tristeza...
Não fariam falta um
dia?
Na dúvida, pela
flor...
Prosseguiu no que
fazia.
E todos esses
trabalhos,
Rotineiros e
execráveis,
Pareceram bem ao
Príncipe,
Sinceramente
agradáveis!
A alegria durou
pouco:
Quando no último dia
Foi regar a sua flor
Todo o corpo
estremecia.
De chorar sentiu
vontade...
Mas tinha que
prosseguir;
Regou, pô-la na
redoma,
E disse: - adeus, vou
partir.
A rosa não respondeu.
- Adeus - disse-lhe outra vez,
Mas ela apenas tossiu...
Nada disse e nada fez!
Tal ausência de
censura
Deixa o Príncipe parado
Com a redoma nas mãos
E meio desnorteado.
A rosa quebra o
silêncio:
- Se não és feliz
comigo,
Não te vou prender
aqui...
Nem tão pouco vou
contigo.
Em breve tu voltarás,
Mais depressa do que
pensas:
Teu coração é tão fraco....
E as saudades tão intensas.
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