VII – O PÔR DO SOL
O Príncipe andava triste!
Por não saber o motivo,
Consolá-lo era difícil...
E eu não tinha um lenitivo.
Perguntei-lhe o que queria.
Respondeu-me alheio a tudo:
- Quero ver um pôr do sol.
É só isso?! Fiquei mudo.
Então ele continuou:
-Eu já vi o pôr do sol
Quarenta vezes ao dia...
Muito lindo o arrebol!
- Quarenta vezes ao dia?!
Mentira grande demais,
Pois só se dá uma vez
Cá entre nós, os mortais.
Jurava que o irritei.
Respondeu-me de paixão:
-Sempre penso estar em casa....
De lá tenho outra visão.
Meu planeta é tão pequeno
Que, logo que o sol se mete...,
É só dar um passo em frente
Que o pôr do sol se repete.
E quando a gente está triste,
É muito consolador
Contemplar um pôr
do sol
Pra afogar a nossa dor.
Percebi pelo seu rosto,
Pois nisso somos iguais,
Que enorme preocupação
O sufocava demais.
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