XXI – No quarto planeta
Parece não ter ninguém!
O Príncipe, então, pergunta:
- Por aqui existe alguém?
Ouviu-se uma voz distante...
Alguém contava dinheiro!
Seguiu nessa direção...
Caminhou o dia inteiro!
Encontrou um empresário:
- Boa noite, meu amigo,
O que faz tão ocupado?
Pare lá, fale comigo.
- Não me interrompas, gritou.
Eu estou muito ocupado:
São milhões para contar...
E aponta o céu estrelado!
- O teu cigarro apagou...
Será que não reparaste?
- diz-lhe o Príncipe, cuidado...
Podes ter maior desgaste.
- Eu tenho muito trabalho
E sou um sujeito sério;
Não olho a futilidades...
Minha vida é um mistério.
O empresário continua
Apontando as estrelas:
-Há cinquenta e quatro anos
Contando sem poder vê-las!
Recomecei duas vezes ...
Cometi erros na soma:
Uma vez foi um besouro...
Apanhou, está em coma.
A outra vez foi bem pior,
Foi crise de reumatismo!
Começar tudo de novo...
Foi pra mim puro heroísmo.
Agora chegaste tu,
Não penses que vou parar;
Sou empresário sério...
Passo a vida a trabalhar!
E continuou contando:
Um milhão, mais um trilhão,
Dá uma soma brutal...
Mas mais é minha ambição!
Depois, para e, firme, ordena
Virando-se para trás:
-Vê se me dás um tempinho
E aqui me deixas em paz!
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